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Qua | 28.04.21

"As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle"

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Avaliação: 5/5

As Sete Mortes de Evelyn Hardcastle, de Stuart Turton, é um thriller que conta a história de Aiden Bishop, um homem condenado a viver o mesmo dia até que resolva o trágico assassinato de Evelyn Hardcastle. Todos os dias acorda no corpo de um convidado diferente, o que lhe concede a oportunidade de recolher múltiplas pistas essenciais para solucionar o crime que ocorre durante a festa organizada pela família da vítima. O que no começo parece um simples acidente, mais tarde revela ser um crime organizado por quem menos se espera. É um livro diferente, que captou a minha atenção e me surpreendeu pela positiva.

Em primeiro lugar, a história é bastante original e tem a capacidade de nos prender à leitura. Toda a narrativa foi extremamente bem pensada e estruturada, tendo em conta que todos os detalhes e diálogos são fundamentais e importantes: algo que não faça sentido ou pareça irrelevante mostra ser fundamental uns capítulos à frente. Apesar disto, Aiden Bishop foi um mistério do início ao final do livro, pois a sua essência foi-se perdendo à medida que via o mesmo dia se repetir. Quando acordava num diferente hospedeiro, sentia-se cada vez mais dominado por este, o que se revelou interessante na medida em que conhecemos diversas versões desta mesma personagem. A cada dia tinha talentos diferentes, assim como limitações que tornavam o processo de busca mais complicado e desafiante. Contactar com estas diferentes personalidades tornou a leitura muito mais dinâmica e inesperada. Não obstante, o número elevado de personagens na história, com nomes semelhantes, pode dificultar a sua compreensão. Vi-me por vezes confusa, e a necessitar de verificar a lista de convidados escrita na primeira página do livro, dificuldade que desaparece à medida que se avança no enredo.

Em segundo lugar, vi-me apaixonada pela escrita de Turton. As descrições eram suficientemente detalhadas para nos transportar para o mundo de Blackheath, mas não aborrecidas. O autor é capaz de mencionar os detalhes importantes para que se crie na nossa mente uma imagem viva não só dos cenários como dos diversos personagens, o que me fez esquecer, diversas vezes, que lia um livro.

Finalmente, não podia não mencionar o final do livro, tão surpreendente e inesperado que me deixou a sentir traída e enganada pelas personagens. A conclusão da história apenas reforçou a ideia perpetuada desde o começo: nada é o que parece em Blackheath.

Concluindo, As Setes Mortes de Evelyn Hardcastle é um thriller emocionante que aguçou a minha curiosidade desde a primeira à última página. Penso ser uma leitura essencial para os amantes deste género.

 

Sab | 24.04.21

Quem sou eu?

Chamo-me Maria João, tenho 19 anos e sou estudante universitária. Desde que me lembro de existir que sou apaixonada por livros e por histórias, sejam estas contadas por outros ou por mim mesma. Penso que sempre encarei a escrita como uma forma de escape à realidade, visto que esta nem sempre me agradou. Infelizmente, a correria da vida acabou por me afastar deste meio, mas o amor pelas palavras nunca morreu. Escrevo por necessitar fazê-lo, por me sentir bem ao fazê-lo. 

O meu objetivo com este blog é partilhar aquilo que penso, que vejo e que vivo. Custa-me definir um tema apenas, pois tenho tanto para dizer que seria um desserviço a mim mesma limitar-me dessa forma. Penso que aquilo que mais abordarei serão as minhas opiniões relativamente a livros, filmes, séries, talvez até algumas dicas de estudo e de self-care.

Até à próxima publicação!