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Qua | 23.06.21

"Antes que o café arrefeça" de Toshikazu Kawaguchi

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Não sou muito exigente com livros. São muitas as histórias que me agradaram, e poucas aquelas que me aborrecem ao ponto de me fazerem desistir da leitura. Apesar de ter terminado “Antes que o café arrefeça”, foi preciso muito esforço e paciência!

Este livro conta a história de um café onde é possível viajar no tempo. Claro, parece muito tentador, mas existem diversas regras para que se execute essa viagem, nomeadamente a de voltar ao presente antes que o café servido arrefeça. Em cada capítulo encontramos um caso diferente, um motivo diferente para voltar atrás (ou andar para a frente!): temos um casal de namorados, casados, irmãos e mãe e filha.

Tenho de confessar que todo este conceito me agradou bastante. É uma ideia original, bem desenvolvida, e que me atraiu a comprar e ler o livro. Infelizmente, a forma como foi escrito fez-me desinteressar por completo pela história. É uma escrita breve, seca, com pouco sentimento ou lirismo. Por momentos senti que lia um artigo científico e não um romance! Não foi cativante, e não sei se é realmente o estilo do autor ou se simplesmente um problema com a tradução. Por outro lado, tive também alguma dificuldade em me familiarizar com os nomes das personagens.  

Apesar de tudo isto, senti-me presa na leitura em alguns momentos da narrativa, como na viagem de uma mulher que volta atrás no tempo para ler a carta escrita por seu marido com Alzheimer! Todos os livros têm aspetos positivos, e este não é exceção: o que realmente retirei desta história foi a importância do amor nas nossas vidas. Por vezes deixamos o nosso orgulho falar mais alto, e terminamos com arrependimentos. Não se esqueçam que na vida real não existem viagens no tempo, e que se não queremos viver a pensar naquilo que fizemos de errado (ou simplesmente não fizemos), devemos seguir o nosso coração.

Concluindo, “Antes que o café arrefeça” é um livro com uma boa história, mas que, para mim, foi pouco cativante.

Nota: 2/5

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