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Dom | 09.05.21

Redes (anti)-sociais

O mundo onde vivemos não é instagramável. Não sem modificações e umas dúzias de filtros. As ruas não são suficientemente limpas, nem as cores das paredes berrantes para chamar à atenção entre milhões de fotos semelhantes. Falsificam-se sorrisos, silhuetas e amizades para um bom post.

Aí está a grande ilusão do nosso século. As redes sociais já não servem para partilhar os nossos bons momentos com os amigos e família; são um palco, onde nós, os atores, fingimos ser perfeitos. Vemos peles perfeitas, rostos esculpidos, corpos quase desenhados! E quando somos inundados a toda a hora com este tipo de conteúdo, é inevitável não fazer comparações, não questionar: porque é que eu não sou assim também?

E é desta forma que se cria uma geração insegura, que não tem amor próprio, saúde mental, e que recorre a cirurgiões para reparar os detalhes em si que nunca foram um erro ou um defeito. É interessante como um local de partilha, onde se poderia celebrar a diversidade e a diferença entre as pessoas, nos está a tornar tão homogéneos, tão iguais.

Além disto, as redes sociais foram criadas para serem viciantes, com feeds infinitos que nos mostram mais e mais a cada scroll. Com tantas horas de ecrã e tão pouco tempo para encarar a vida de frente, o que perdemos? 

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